daí todo mundo escreve sobre as coisas que lê pra pesquisa.

A Paixão da Nova Eva

Gosto deste livro (que já foi sugerido pela Léo) como referência por tratar a metamorfose com menos passividade, mais dor, mais violência. É precisamente o contrário da forma como é tratada pela Virginia (com aceitação, normalidade, tranqüilidade). A transformação, inclusive, não se completa. Evelyn vive “entre”.

“Guerra civil apocalíptica. Fantasmas de Hollywood e ratos, centenas de ratos, ocupam as ruas góticas e lúgubres de Nova Iorque. Evelyn, um professor inglês, foge desse caos desagregador para o deserto da Califórnia, onde será capturado por uma auto-suficiente Deusa da Fertilidade, misto de mulher negra e máquina. A Grande Mãe vai realizar a profunda operação, física e filosófica, de transmutá-lo em mulher e fazer dele a Nova Eva, mito feito carne, ser humano completo, iluminado pelo conhecimento das duas visões – masculina e feminina -, ponto de partida para uma era de novas paixões.”

CARTER, Angela. A paixão da nova Eva. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.

Manifesto Ciborgue

HARAWAY, Donna. Manifesto Ciborgue: ciêncial, tecnologia e feminismo no final do século XX. In: Silva, Tomaz Tadeu da. Antropologia do Ciborgue: as vertigens do pós humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2000

Esse livro também traz um artigo sobre pedagogia e uma entrevista em que Donna Haraway conta histórias interessantes.

O Grotesco Feminino

Dividido em capítulos inter-relacionados, O grotesco feminino trata das relações do grotesco e do modernismo (Lá em cima, lá fora: acrobacias aéreas, o grotesco e a crítica), aberrações físicas (Freaks, Freak Orlando, Orlando), a mulher mutante e “os corpos possíveis” (Gêmeos e as mulheres mutantes) e a moda e os modelos de corpo (De baixo para cima), além de um último capítulo que reitera os principais pontos do livro (Reestruturando o espetáculo).

Russo, Mary. O Grotesco Feminino: risco, excesso e modernidade. Rio de Janeiro: Rocco, 2000

As palavras e as coisas
Aqui, dicas do Foucault.

FOUCAULT, M. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Trad. Salma Tannus Muchail. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

Bernart de Ventadorn

Um modelo estrangeiro para pensar no amor de Orlando por Sasha, chega a nós via Augusto de Campos aqui e aqui.
Campos, Augusto. Verso, reverso, controverso. São Paulo: Perspectiva, 1978. 2. ed.

Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antonio de Almeida
A historiografia não conseguiu precisar o grau de parentesco entre Orlando e Leonardo Pataca, para download legau aqui.