(…)

Vicka, a mais empreendedora do grupo, a conselho da avó de Ivanka, levou uma garrafinha de água benta e aspergiu a visão, dizendo afoitamente: “Se tu és Nossa Senhora, fica conosco; se não, vai embora!”

NÃO A POUPEI

“Não a poupei – conta ela. Aproximei-me bem e joguei-lhe água. Acho que algum borrifo a deve ter atingido”
Vendo-se assim posta à prova, a Virgem limitou-se a conceder-lhe um pequeno sorriso.
– Quem é a senhora? – perguntou Ivanka.
E a resposta que veio em voz clara foi esta:
Sou a bem-aventurada Virgem Maria.
– Por que vem aqui e o que deseja?
A Virgem olhou para as pessoas presentes, demorando o seu olhar sobre cada uma. E respondeu:
Vim porque aqui há muitos cristãos verdadeiros. Desejo estar com vocês para converter e reconciliar a todos.*
A impressão no meio dos videntes e do povo era muito forte, de uma alta intensidade emocional e religiosa.
Mirjana perguntou pelo falecido avô, e a resposta foi que estava bem. Ivanka quis saber ainda se sua mãe mandara dizer alguma coisa. Resposta:
Disse que deve obedecer à avó e ajudá-la, porque já está velha e não pode trabalhar.
As respostas sobre a mãe de Ivanka deixaram as pessoas muito comovidas e confiantes. Algumas até se admiraram, porque aquela senhora não era assídua ao culto e morreu repentinamente, sem os sacramentos.
(…)
Na aparição desse dia, Vicka pediu à Senhora uma prova da sua presença, para as pessoas acreditarem.
Que aqueles que não veem acreditem como se vissem – foi a resposta.
(…)
A aparição durou cerca de 20 minutos.

CESCA, Olivo. Medjugorje urgente. Porto Alegre: Pallotti, 1988. pp. 16-8

Pois bem, foi neste dia de agosto de 1981 que os videntes de Medjugorje, pela manhã, foram à missa e na volta se encontraram reunidos numa eira, com um grupo de amigos. Eram em torno de 40 pessoas. Só estavam ausentes Vicka e Jakov. Apenas começaram a rezar, a Senhora apareceu. E avisou que naquele dia todos podiam tocá-la. Foram postos em fila e, um a um, se aproximavam e a tocavam, sob orientação de Marija, que lhes indicava o exato lugar onde se encontrava.
Neste dia, porém, ocorreu um fato estranho. Do contato das mãos de muitos ficava uma nódoa em Nossa Senhora, tanto que no fim sua veste aparecia profusamente manchada.
Tudo terminado, já se dispunham a sair, quando Marija rompeu a chorar. Foi acudida por Marinko. “Que tem, menina? Por que chora?”, perguntou-lhe. E teve esta resposta: “Por que me pergunta? Como é possível não chorar? Não viu que a Senhora saiu daqui completamente suja?” E lhe explicou que as manchas no vestido foram causadas pelo contato das mãos daqueles que tinham o coração impuro.
Diante desta revelação, Marinko virou-se para os presentes e comandou: “Pessoal, amanhã, todos a confessar-se”.

CESCA, Olivo. Medjugorje urgente. Porto Alegre: Pallotti, 1988. p. 28

* Pouco tempo depois da morte de Tito, catolicismo se confunde com nacionalismo na então Iugoslávia. Nossa Senhora aparece em momentos cruciais, vide Fátima, rezando em Portugal pela Rússia, 1917.

“Dois exercícios quotidianos esforçados, gemidos, suados, mantêm as almas limpas dentro dos corpos e os corpos pulcros dentro da vida. Orações, mementos, rezas, cantos, exorcismos limpam as almas, as alisam e engomam, durinhas, como os cabeçotes brancos do golete habitual das freiras. Lavações abundantes, espumosas, de água e sabão, lixiviam toda a lascívia do corpo. Asseiam, separadas, claras roupas íntimas, secretas e negras sotainas e vestes talares de freiras e padres. Nenhum átomo de suor, nem chulé, nem esperma, nem catarro, nem vômito, nem sangue, nem excremento, nem menstruo, nem urina, nem lágrima, nem nada que seja de bicho há de ficar. Nenhum exsudo, nada, pode manchar essas vestes angelicais.

A soda que comeu o sebo no milagre de fazer sabão, também come, sedenta, todo sujo, toda mancha, toda corrupção. Nada há de ficar. E se ficar, a fervura hebdomadária no cal e na cinza há de lavar. Há de limpar.”

Em Maíra, de Darcy Ribeiro.

Segundo a sua etimologia, a palavra assepsia significa literalmente “ausência de putrefação”. Como este processo implica a presença de microrganismos, a assepsia implica a ausência de microrganismos.
Na História da medicina vemos desde sempre a intenção de promover a higiene das feridas e de as manter o mais limpas possível, já que a infeção na era pré-antibiótica conduzia à gangrena, à infeção generalizada e à morte.
O conceito de micróbio como causa de infeção tem a sua origem em Leeuwenhoek, que com um microscópio rudimentar descreve a existência de vida não visível a olho nu, mas é Pasteur, no fim do século XIX, quem cientificamente comprova o papel dos microrganismos na degradação da matéria orgânica e na infeção.
A assepsia é uma preocupação do mundo médico atual. Quando as barreiras naturais de defesa são quebradas por rotura da barreira física isolante, por exemplo com uma ferida, sabe-se que a sua correção é tanto mais rápida e fácil quanto menor for o grau de contaminação dessa ferida. Idealmente, a cicatrização e a ausência de complicações surgem quando uma ferida permanece isenta de contaminação.
Os procedimentos nos blocos operatórios são reflexo dessa preocupação: a qualidade do ar que lá é admitido e que é tratado previamente no circuito de ventilação; a existência de pressão positiva no seu interior, que impede a entrada de ar do exterior; a existência de ventilação em fluxo laminar, que impede a disseminação horizontal dos microrganismos; o uso de roupas esterilizadas; o uso de máscaras, barretes e luvas esterilizados e de utilização única; a cuidadosa desinfeção de todas as estruturas físicas, desde o chão às paredes, passando pelas mesas operatórias; a cuidadosa lavagem das mãos e antebraços com sabões antissépticos e a definição de corredores e pequenos veículos herméticos de transporte de tecidos biológicos e produtos contaminados reduziram imenso a morbilidade e a mortalidade associadas à prática cirúrgica.
Mas não só os procedimentos cirúrgicos requerem cuidadosa assepsia. Os doentes imunodeprimidos (por exemplo, após indução de tratamento anti-neoplásico no tratamento duma leucemia) permanecem em câmaras ou áreas isoladas e o mais possível assépticas. A produção de medicamentos e de alguns alimentos respeita as mesmas preocupações.
A atitude da medicina atual, privilegiando a prevenção de complicações em vez de as tratar quando estas surgem, está perfeitamente consubstanciada no interesse, na importância e no empenho que é posto na promoção da assepsia.

arranquei um pedaço da cidade, eu segurei na minha mão, por tempo indeterminado, um pedaço de uma cerca de proteção.
eu esfreguei até suar a casca da árvore na minha pele, por tempo indeterminado, e mergulhei a cabeça na fumaça de um carro, de um passante, de uma pomba e respirei como uma baleia no cio, uma baleia seca que precisava da água de um chafariz.
Eu te observava enquanto me observava conquistar uma nova porção de terra, que era uma nova porção de ouro naquele momento específico.
Correr como crianças selvagens era diluir o foco dos moribundos humanos que nos atravessam em seu trajeto diário pela praça. Uma rotina invísivel e incostestável era traçada entre nossos dentes. E você me atravessa como estaca fincada, para dominar e diluir o que ainda restava de mim. As fontes que jorram são facilmente manipuladas quando você se torna o próprio líquido que dela sai.
As salivas e as serpentes afundam.

O mundo virava as costas, porém a Guatemala sofria uma longa noite de São Bartolomeu.
A aldeia Cajón del Rio ficou sem homens e os da aldeia Tituque tiveram as tripas revolvidas a punhal; os de Piedra Parada foram escalpelados vivos e os de Agua Blanca da Ipala, baleados nas pernas e depois queimados vivos; no centro da praça de San Jorge cravaram num mastro a cabeça de um camponês rebelde. Em Cerro Gordo, encheram de alfinetes as pupilas de Jaime Velázquez; o corpo de Ricardo Miranda foi encontrado com trinta e oito perfurações e a cabeça de Haroldo Silva, sem o corpo, na beira de uma estrada para San Salvador; em Los Mixcos cortaram a língua de Ernestro Chinchilia; na fonte do Ojo de Agua, os irmãos Oliva Aldana foram mortos a tiros com as mãos amarradas nas costas e os olhos vendados; o crânio de José Guzmán converteu-se em quebra-cabeças de peças minúsculas lançadas pelo caminho; dos poços de San Lucas Sacatepequez emergiam mortos, invés de água; os homens amanheciam sem mãos nem pés na fazenda Miraflores.
(Galeano, p. 81)

ORLANDX[é uma palavra de terror, um grito de conquista, palavra chave, maldição bárbara, abre portais.
Os corpos se fundem e se organizam de uma terceira fórma, não passam por caminhos já percorridos, Orlandx encaixa e desencaixa-se, deita na relva, dança no caos, desorganiza o meu olhar – sumo aos olhos do voyeur, esfumaço o espaço. Truque de magia barata, sou um mágico de rodoviária. Dança cósmica de beberronas vulgares. Meu hálito te toca, te envolvo em minhas brumas, fundo toda a matéria. Uma das partes sumiu, escorreu pelas minhas mãos, diluiu-se no pó da criação. Cravo minha bandeira no flanco da terra. Pés ao alto serpenteando um play ground declaram: A cidade foi o presente que um amante milionário me deu!
Serpentes dormem na beira dos rios, sob pedras.]

Me senti envolvida por tudo que te envolvia, como se eu me envolvesse junto. Senti vontade de gritar quando vi o teu prazer, porque o prazer também era meu. Cravei nossa bandeira erótica na árvore e saímos correndo pra guerrear e territorializar a praça muito bem ocupada por nós, como devíamos e queremos fazer sempre, mas nem sempre fazemos.

O levante é a possibilidade de viver com toda nossa potencia, por um momento fugaz, sem que nenhuma criatura, instituição ou coisa guardiã da ordem nos impeça. Viver com toda potência sem permitir que esse mal nos deserotize. Territorializamos, ocupamos, erotizamos com tudo que podíamos, e fomos embora, sem saber como ficou o lugar depois de tudo. Mas sabemos dos nossos corpos, completamente territorializados pela praça Santos Andrade, por orlando, por sasha, por nós.

Tinha gente vendo. Estávamos com roupas cotidianas, fazendo coisas extraordinárias, se lambuzando com a fonte e mostrando muito amor. Fomos emocionantes. Alguns pensaram que éramos loucos. Um cara nos perguntou se era ensaio. Não queríamos que fosse. Adoramos o fato de isso ser confundido com o real, porque não é confusão, é fato. A arte aqui funciona como justificativa da loucura. Então no nosso caso parece que somos loucos e usamos a arte como pretexto pra viver do jeito que queremos, que impulsionamos. Loucos reconhecidos como artistas, já que para nós a nossa prática, entendida socialmente como prática artística, é uma possibilidade de viver nosso ideal. É a possibilidade de ocupação, de transbordamento, de transpassamento, de transgressão de gênero, de erotismo, de mutação, de embrenhamento, de rasgação.

Contra Mau -Olhado e Quebrante;
Acenda um incenso de Lavanda ou Adfazema e passe a fumaça por todo o seu corpo.

PATER NOSTER
Pater noster qui es in caelis.
Sanctificefu nomen tuum.
Adveniat Regnum tuum.
Fiat voluntas tua sicut in caelo et in terra.
Panem nostro quotidianum da nobis hodie.
Quia Deus es.
Et dimitte nobis debita nostra
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.
Et ne nos inducas in tetationem.
Sed libera nos a malo. Amem.

Faça um grande circulo protetor de sal marinho, com cerca de um metro e meio de raio. Dentro, desenhe com um giz branco uma estrela de 5 pontas, (se o terreno não permiti o uso de giz, use cal). Formando assim um grande circulo protetor em forma de Pentagrama. Antes de entrar dentro deste círculo, diga em voz alta: “De nenhum modo este feitiço se reverterá ou fará cair sobre mim qualquer maldição. Obedecendo as sagradas leis do Universo, que assim seja”.

Você necessita:
4 colheres de sopa de mirra
4 colheres de sopa de limalha negra de ferro
4 colheres de sopa de sal marinho
4 colheres de sopa de musgo de carvalho
1 vela branca
1 garrafa transparente com rolha
almofariz
pilão
papel pergaminho
tinta preta naikin, com caneta pena ou pincel (cor preta)
fita preta

Dentro do círculo, misture o sal marinho, musgo de carvalho, limalha negra de ferro, numa tigela. Corte com as mãos um pedaço do pergaminho que caiba na garrafa e escreva; ” Eu neutralizo o poder de (escrever o nome da pessoa que teria lançado o quebrante) que desejou meu mal. Peço que isso seja correto e para o bem de todos. Assim seja” Ou “Eu neutralizo o poder deste quebrante (ou feitiço ) que existe só para me fazer mal. Peço que isso seja correto e para o bem de todos. Assim seja.” – Enrolar o pergaminho e atá-lo com uma fita preta, coloque dentro da garrafa. Encha a garrafa com os ingredientes secos, em seguida com os ingredientes misturados anteriormente na tigela. Tampe a garrafa com a rolha. Depois pegue a vela branca e enquanto gira a garrafa em sentido inverso aos do ponteiros do relógio, pingue a cera sobre a rolha para vedá-la. Finalmente enterre a garrafa em um local secreto, onde ninguém possa encontrá-la. Se a garrafa for aberta, este feitiço perde o poder.

* A intenção é quebrar o feitiço, o quebrante e neutralizar a pessoa que fez o feitiço, prendendo o mal dentro de uma garrafa.

Como limpar uma Macumba, um Feitiço…
Colocaram uma macumba em frente a sua residência, jogaram algo no quintal, achou um objeto estranho na casa
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Banhos de Descarrego
Está desanimado, sentindo um peso nas costas, com bocejos freqüentes… Um Banho de Descarrego pode ser a solução
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