Arquivos para posts com tag: amor

Meus pés aterrados sentiam tremer o chão da arquitetura sacro restauro-instaurada. O seminário ressignificado. O órgão eletrônico – traços de uma colonização voraz e fiel – era o som corporeificado, jesuíta catequista em uma nova igreja, impondo seus próprios timbres em uma ameaça súbita de derrubar tudo, transformar em mais uma ruína. Nossa Senhora entoava o canto ode, o canto réplica, o canto repulsa, o canto castrador, que hipnotizava, que sustava o tempo. Tempo suspenso e refletido pelos vitrais da capela, que recebem a unção e a devolvem – assim como nós.

Orlandx entra triunfal, lânguidx e lamacentx, como um animal caçado/caçador. Ocupa o espaço templo, divide o ambiente cenário, atrai o público ao mesmo tempo que o repele. As pessoas x amam e rejeitam, numa única sensação fusão, mas unaninemente se encantam, num fervor tão ardoroso que a energia tremuleia por dentro, e se mescla à nuvem vermelha de fumaça que não se dissipou e condensou no ar, num bloco maciço, como quem não quer se deixar romper, contrariando as leis de sua natureza – como orlandx.

Em meio à floresta artificial, oculta pela organicidade fake de todo o ambiente natural sagrado, Elisabeth é revelada, aos poucos, é capinada e sua terra fértil banha o chão por onde pisara Orlandx. Ela agora acolhe e é acolhida, instaura seu poder monárquico, mostra sua potência Isabelina. Orlandx flui, Orlandx escorre, ama e abandona, num ritual de passagem – ritual do abandono, que congela o eterno de Dona Isabel – imortalizada como Dorian Gray. Orlandx a pinta como supunha ser, e Isabel cai, enquanto elx triunfa na dança tropical – que homenageia e desdenha. Yma Sumac nos ecoa.

E o público nos segue, como hipnotizados pelos encantadores de cobra. Nos segue voraz e fielmente, até o último segundo, onde estouram em aplausos atônitos e assustados, tocados, horrorizados, mitificados, dividindo a energia que expandia e ecoava pela arquitetura antiga, pelo seminário, pela instituição sacro-educativa-governamental.

Orlandx chora.

Anúncios
– Para debelarmos facínoras!
– Para triunfarem direitos,
– As armas temos nos peitos!
– A força de milhões d’espíritos!

aparições de poetas, Browne, Shak, Thomas, Nicholas Greene, O. e sua vocação, volta aos cães, primeira menção a Milton, no café, até agora só homens, Pope, Swift, Addison, Johnson, Boswell, sra. Williams, menção a Shelleq, ironia que é veiculada qdo se explicita o caráter construído/literário da historiografia e das biografias, transformações sociais, Quixote, chegada de Isabel, mundo isabelino, primeiro poeta, a grande geada (Jaime), chuva (gótico?), (Carlos), imperialismo, monumentos em Londres, urbanização, salonières, nuvem, (Vitória), aliança, trem, livraria, luz, tecnologia has (??), metamorfoses/carreira, Ordem da Jarreteira, amor (varonil), grande sono, 30 anos, mobilização, festas, Constantinopla, Ordem do banho = duque, roubam coroa e jarra, cigana, matriz heterossexual, estou crescendo, roupas, casa, gravidez, fantasma, 1/11/1927, contemplação, solidão, amor, 3 virgens (…), o último capítulo tem uma unidade ppria, e o final é condizente com ele, carvalho (amarrou seu coração), O. p/ Eliz., livro, lareiras, paisagem, poema, poema, poema, poema, poema, poema, seg., figueira, maolína (?), figueira, ganso selvagem, sono, metáfora (bom p. comer), 3 filhos, fé – natureza, cristianismo, uma história da poesia, amores – russa andrógina = Sacha, 3 nobres, amores insípidos, Harriet Griselda, romena, travestida? (Nell Gwyn, flerte), adorado por mulheres e poetas, mulher e homem, grande dama, homem, Rosina Pepita, capitão, sumiram, Shelmerdine

isso serve para: cada coisa entre vírgulas tem referência de página, se alguém quiser. minha edição é da nova fronteira, mas é a mesma tradução do círculo (Cecília Meireles) e deve ter um esquema pra equiparar páginas.