Arquivos para posts com tag: Cris Bachmann

entidades ciganas da Umbanda: http://entidadesciganasdaumbanda.blogspot.com/2010/01/ciganos-e-gauchos.html

situação dos ciganos hoje: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/36/vida-cigana-uma-cultura-ameacada

O Vurdón: http://www.vurdon.it/brazl.htm

Anúncios

artigo do professor Dimitri Fazito disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-77012006000200007&script=sci_arttext

“Segundo Angus Fraser (1995), os ciganos teriam chegado a Constantinopla por volta do ano 1000 d.C., sendo chamados de adsincani, um grupo de mágicos e feiticeiros viajantes, “notórios pelas predições e feitiçaria” que praticavam. Mais tarde constata-se a utilização do termo grego atsínganoi ou atzínganoi, que denomina grupos de feiticeiros e “leitores da sorte” (fortune-telling). É importante destacar que estes últimos termos parecem ser uma corrupção lingüística do termo athínganoi, o nome de uma antiga seita herética grega (id., p. 46).”

“A história do nomadismo cigano parece mais uma história de terror, torturas e perseguições sofridas por esses grupos marginalizados, constantemente segregados e expulsos das terras por onde passam. Não surpreende um “sentimento inato” para a peregrinação e as andanças, a marca está no corpo. O problema talvez esteja em querer encontrar no nomadismo uma “condição essencial” para a construção da identidade cigana, legitimando essa crença por meio de um discurso científico (ciganologia) que possibilita a perpetuação de práticas discriminatórias e racistas.”

“Como afirma o intelectual e lingüista cigano Ian Hancock,

tem sido demonstrado que a mobilidade da população romani foi o resultado de circunstâncias históricas, que na maioria dos países não deixaram outra opção aos ciganos senão as torturas e mortes, forçando as famílias ciganas a se mobilizarem em um estilo de vida nômade [e, como se não bastasse], tal mobilidade foi [então] romantizada na ficção, tornando-se o aspecto principal do estereótipo cigano. (1987, p. 130)

Muitos ciganos, na maior parte das vezes, esforçar-se-ão para passar a imagem de um Melquíades, o cigano-eterno-viajante de Cem anos de solidão, de Gabriel García Marques, corpulento e bruto, mas livre, independente e destemido.”